Moradores definem prioridades para o bairro Santa Tereza - Santa Tereza Tem
Logo

Moradores definem prioridades para o bairro Santa Tereza

DSCN4913-300x225Durante a assembleia geral da Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza nesta segunda-feira (29/09), na Praça Duque de Caxias, os moradores apontaram as necessidades prioritárias do bairro, que serão levadas para avaliação do Orçamento Participativo 2015 – 2016. Além de manter a proposta sugerida pela comissão do OP, de comprar equipamentos para o Centro Cultural Santa Tereza, recentemente reformado pela Vale, mas que precisa ser equipado para entrar em funcionamento, os participantes decidiram propor dois novos pedidos: a instalação de câmeras “olho vivo” em ruas do bairro, para aumentar a segurança, e a revitalização do Mercado Distrital, para que o espaço volte a ser usufruído pela comunidade.

DSCN4925-300x225Marcos Machado esclareceu dúvidas sobre o OPA reunião contou com a presença do técnico do Orçamento Participativo da Regional Leste, Marcos William Machado, que esclareceu dúvidas sobre o processo do OP e orientou os participantes a detalharem as propostas, que passarão por análise técnica de viabilidade e de orçamento. “Ao todo, serão direcionados recursos de pouco mais de R$ 2 milhões, sendo aprovados até cinco projetos para a sub-região em que está localizado o bairro Santa Tereza, juntamente a sete bairros e duas vilas”, explicou o representante da Regional Leste.

O processo do OP dividiu os bairros da Regional Leste em L 1, L2, L3 e 4L. Santa Tereza pertence à L2 e deverá “disputar” recursos para obras do OP com os bairros, Colégio Batista (parte), Floresta (parte), Horto, Horto Florestal, Sagrada Família, Vila João Alfredo e as Vilas São Vicente e Vila Dias. As duas últimas, apesar de fazer parte de Santa Tereza, foram separadas. Segundo o técnico essa separação é feita para proteger as vilas, assegurando a elas vantagem de peso de voto no processo, já que são comunidades mais carentes de estrutura.  

Entenda as propostas
A proposta do circuito de câmeras de segurança foi colocada pela Associação, conforme demanda apresentada pelos moradores na última reunião aberta. “Vários relatos de assaltos foram feitos e ficou claro que a questão da segurança é um tema que preocupa muitos os moradores. Desde o mês passado estamos discutindo algumas medidas e entramos em consenso de que a instalação das câmeras e inclusão do bairro no programa Olho Vivo, da Polícia Militar, poderá ajudar a reverter essa situação de insegurança e temor entre os moradores”, explica João Bosco Alves Queiroz, presidente da Associação. 

A proposta de utilizar recurso do orçamento participativo para equipar o Centro Cultural Santa Tereza já estava previsto como demanda do bairro pela Regional Leste, por ser uma antiga reivindicação dos moradores. O técnico da regional lembrou que o projeto tramita no OP desde 2002 e que a proposta inicial era reativar o antigo Cine Santa Tereza. Os participantes questionaram a razão de os equipamentos não terem sido comprados pela Vale, que realizou a reforma do espaço. O técnico respondeu que a obra foi uma contrapartida exigida à empresa, como medida compensatória. “A Prefeitura de Belo Horizonte designou à Vale assumir a reforma e transformar o cinema em um centro cultural, dentro de um termo de ajuste de conduta (TAC) em que a empresa se enquadra, por ter que compensar a comunidade pelos impactos negativos que provoca na região, ao extrair minério e destruir as serras. O problema é que a prefeitura falhou em não ter exigido da empresa que ela equipasse o Centro Cultural. Assim, ela entregou o imóvel, mas a demanda de estruturá-lo internamente voltou para o OP, mas só será considerada se for revalidada pelos moradores”. 

DSCN4929-300x225Os moradores concordaram com a permanência do pedido, para evitar que o espaço fique fechado por mais dois anos, e também ao saber que poderiam indicar mais uma prioridade.

Os presentes foram unânimes em indicar a revitalização do Mercado Distrital. “Vamos propor que seja iniciada a revitalização do espaço, para que o Mercado possa ser aberto e reocupado por pequenos comerciantes, realização de atividades culturais e formadoras. Se o recurso do OP não for suficiente, nossa proposta é fazer a reforma em etapas. O importante é começar e resgatar este espaço tão importante e significativo para os moradores do bairro e da cidade”, anuncia Antônio Oliveira, membro da diretoria da Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza. 

Marcos Machado explicou que a Associação tem o prazo de até sexta-feira para apresentar o pedido dos três projetos à Regional Leste. E que, até o dia 10 de outubro, serão realizadas vistorias nos locais das obras apontadas para avaliações de viabilidade técnica e orçamentária. O técnico informou ainda que as discussões sobre as obras escolhidas têm prazo até maio de 2015 para serem concluídas.

Propostas que serão apresentadas pela Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza:
1 – Instalação de câmeras do programa Olho Vivo em ruas do bairro, principalmente as áreas que tem sido alvo de assaltos;
2 – Projeto de revitalização do Mercado Distrital de Santa Tereza, para que o espaço volte a ser de uso da comunidade;
3 – Aquisição dos equipamentos para o Centro de Cultura, para que o espaço seja ativado e aberto para a comunidade.

 

Matéria relacionada: 
Representantes da PBH explicam o processo do OP
/?p=4891

Anúncios